Minha lista de blogs

terça-feira, 22 de junho de 2010

RITA RIBEIRO SESI GUARUS 25/06/2010

RITA RIBEIRO



Rita Ribeiro nasceu no Maranhão e, depois de morar em São Luis , onde iniciou sua carreira de cantora, começou a despontar como grande revelação da música brasileira em 1996.
Em 1997, já morando em São Paulo , gravou seu primeiro CD intitulado Rita Ribeiro, com produção de Mario Manga e Zeca Baleiro. O CD e o show, apresentado em várias capitais brasileiras, deram projeção nacional à cantora maranhense.
Em 1998, assinou contrato com a MZA Music, gravadora do produtor Marco Mazzola, e ainda sob a batuta do maestro Mário Manga, lançou em 1999 seu segundo CD “Pérolas aos Povos”, que recebeu excepcional acolhida de público e crítica. Neste mesmo ano, ao lado de Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Zeca Baleiro e Chico César, apresentou-se na noite brasileira do Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, e foi convidada para se apresentar no Festival Brasil-Caracas na Venezuela.
Em 2000, dando continuidade ao lançamento e divulgação do CD Pérolas aos Povos, Rita Ribeiro foi convidada a participar do Festival Todos os Cantos do Mundo, dividindo o palco com Lokua Kanza, considerado um dos grandes expoentes da música pop africana. Ainda nesse ano, teve seu CD lançado nos Estados Unidos e Canadá pela gravadora Putumayo World Music, o que resultou na realização de uma turnê internacional. Os shows aconteceram entre agosto e setembro de 2000, nas principais cidades americanas e canadenses, entre elas São Francisco, Los Angeles, Toronto e Montreal, para platéias de 15 mil pessoas.
O resultado desse empreendimento levou Rita Ribeiro a ser indicada entre os melhores do mundo ao Grammy Awards 43rd, na categoria de melhor álbum de pop latino, realizado em fevereiro de 2001.
Ainda em 2001, a cantora lançou seu terceiro Cd Comigo, com produção de Marco Mazzola, co-produção dela e do parceiro Pedro Mangabeira, que representou uma mudança em seu visual e uma ampliação de seu público em todo Brasil.
Mas sua popularidade, sempre crescente, aumentou mesmo com o inovador Tecnomacumba, resultado de uma intervenção cultural. O show nasceu em apresentações em uma casa na zona sul carioca, virou um fenômeno independente da mídia. Rita Ribeiro fez diversas temporadas de grande sucesso e levou o espetáculo para as maiores casas de show do país. Em 2005 ganhou, por esse projeto, o Prêmio Rival Petrobras de Música na categoria Melhor Show.
Ainda nesse ano participou do Ano Brasil na França, pelo Projeto Pixinguinha, ao lado de artistas contemporâneos como o saxofonista Carlos Malta e o compositor Totonho O cabra. No Brasil Foi convidada a participar das comemorações de 30 anos do Projeto Pixinguinha realizando uma série de shows pelo Brasil ao lado do cantor e compositor carioca Tantinho da Mangueira.
Em 2006 lançou o CD Tecnomacumba, gravado em estúdio com o repertório do show, com exceção das músicas Moça Bonita e Xangô, o vencedor. Mas os fãs sempre cobraram um registro ao vivo.
Paralelo a esse sucesso Rita Ribeiro participa de outros projetos. Ao lado de Jussara Silveira e Teresa Cristina, idealizou e produziu o show Três Meninas do Brasil, com direção musical do maestro Jaime Alem. O espetáculo virou DVD e CD de sucesso, lançado em 2008 pelo selo Quitanda e distribuição da: Biscoito Fino. Nesse mesmo ano Rita participa de shows, ao lado de Eduardo Dussek, em homenagem a Carmen Miranda enquanto refresca seu repertório nos shows acústicos.
Em 2009. Rita Ribeiro lança em DVD e CD o álbum Tecnomacumba - a tempo e ao vivo, gravado em um grande show no Vivo Rio que contou com participação de Maria Bethânia e tem nos extras depoimentos de Alcione, Ney Matogrosso, Angela Leal e Jean Wyllys. O vídeo comemora seis anos de sucesso do projeto, que continua na estrada despertando curiosidade e trazendo cada vez mais pessoas aos shows.
O formato das apresentações intimistas serve de base para o projeto SubUrbano Coração, projeto em pré-produção para virar CD ainda no primeiro semestre de 2010.

Dia: 25/06/2010 (sexta – feira)
Horário: 20 horas
Local: Teatro SESI Campos
Capacidade Limitada: 200 espectadores
Ingressos: R$ 20,00(inteira)
R$ 10,00 (Meia: Estudantes – idosos e sócios)

domingo, 20 de junho de 2010

O cinema vai à escola

O cinema vai à escola

Caros Amigos - João Batista Melo



Apesar dos avanços nas bilheterias, com recordes como “Tropa de Elite” ou “Se eu fosse você”, o cinema brasileiro ainda não conseguiu estabelecer um efetivo casamento com o público.
Um projeto de lei apresentado em 2008 pelo senador Cristovam Buarque, e já aprovado pela Comissão de Educação e Cultura do Senado, torna obrigatória a exibição de filmes nacionais nas escolas de ensino fundamental e médio. O objetivo, altamente louvável, é o de incentivar, crianças e adolescentes, a prática de assistir às produções nacionais, contribuindo para criar futuras plateias para o cinema brasileiro.
Apesar dos avanços nas bilheterias, com recordes como “Tropa de Elite” ou “Se eu fosse você”, o cinema brasileiro ainda não conseguiu estabelecer um efetivo casamento com o público. Os sucessos acontecem de forma episódica e num ritmo que não permite alimentar uma economia de mercado, tornando a produção de longa-metragens sempre dependente dos editais de fomento e das leis de incentivo.
Do ponto de vista de criação e fomento de plateia, os números relacionados à nova lei são impressionantes. Segundo o Censo Escolar de Educação Básica, em 2009 tínhamos 52.580.452 alunos nos ensinos médio e fundamental, dado que ganha mais relevo quando se pensa que no mesmo ano, o público de todos os filmes brasileiros nos cinemas (que foi 76% superior ao de 2008) atingiu 16.092.482 espectadores.
Assim, além do resultado estratégico, é possível imaginar um novo e importante mercado para os filmes infantis nacionais. Existem quase 200 mil escolas no país, e como a imensa maioria é composta por instituições públicas, abre-se a porta a um impactante segmento para o consumo das nossas produções cinematográficas. Afinal, em tese, nenhuma escola exibiria um filme pirata, menos ainda uma entidade governamental. É possível imaginar sistemas de aquisição de cópias de filmes parecidos com as grandes compras de livros efetuadas pelos governos para bibliotecas escolares. Mantidas as devidas distâncias, podemos ter um espaço similar ao boom que incrementou a indústria editorial, nos anos 1970 e 80, por conta da adoção de livros de literatura infanto-juvenil (os chamados “paradidáticos”).
Mas há uma questão nevrálgica nessa mudança na legislação que tem passado ao largo das discussões. Considerando os limites mínimos estabelecidos pelo projeto de lei, haverá uma média de doze horas anuais de exibição, ou seja, 98 horas ao longo dos nove anos do ensino fundamental. Dos 3.415 longa-metragens realizados no país até 2002, apenas cerca de 70 filmes (2%) foram voltados especificamente para o público infantil. De lá para cá, a situação não mudou muito, apesar do incremento de setores como o da animação. Cinema infantil continua sendo o patinho feio da produção cinematográfica brasileira. Não é diferente o cenário quando se pensa também no cinema infanto-juvenil. Outro gênero, o familiar, é ainda menos visitado pela nossa cinematografia, sendo os trabalhos de Mazzaropi um caso quase isolado.
A situação se torna mais crítica quando se pensa que existem diferenças entre as faixas etárias de alunos, que deveriam também ser obrigatoriamente respeitadas. Uma criança de seis anos tem necessidades e capacidades muito diferentes das que teria uma de doze. Obrigá-las a ver o mesmo filme pode ser não apenas contraproducente, do ponto de vista dos objetivos do projeto de lei, mas até mesmo nefasto numa perspectiva psicológica e/ou pedagógica.
Se quisermos refinar os problemas derivados da aplicação da lei, vale observar que cada escola segue alguma linha pedagógica, o que abrange muitas visões divergentes acerca da maneira de se apresentar conteúdos às crianças, da utilização de recursos de multimídia e, enfim, da visão sobre a vida e a sociedade. Escolas que seguem o construtivismo, a pedagogia Waldorf, as linhas de Piaget ou Montessori, entre muitas outras, têm abordagens distintas sobre como a criança se relaciona com o mundo à sua volta. Essa percepção pode levar até a que alguns dos poucos filmes existentes sejam considerados como não adequados à exibição para os estudantes de determinadas escolas.
Não é qualquer um dos menos de cem longa-metragens infantis que podem ser exibidos para qualquer um dos 52 milhões de alunos do nosso sistema de ensino básico. E, ainda por cima, aproximadamente a metade dos filmes infantis nacionais foram produções de Xuxa e de Renato Aragão. Sem entrar no mérito ideológico de tais obras, obviamente essa característica pode restringir ainda mais a margem de escolha das escolas e professores. Será quase compulsória a exibição de tudo que estiver disponível, independente de critérios pedagógicos, aliás, independente de quaisquer critérios.
O projeto tem potencial para produzir benefícios óbvios para o cinema e a cultura nacionais, contribuindo para educar futuras plateias e para criar mercado efetivo para um gênero relegado a segundo plano. Sua grande limitação está no fato de que a exibição compulsória nasce descasada de um incentivo à produção. Na maioria dos países que possuem um cinema infantil expressivo, este somente se torna viável com o apoio público. É exemplar o caso da Dinamarca, que tem toda a produção cinematográfica subsidiada pelo Estado e onde uma lei determina que 25% dos recursos destinados ao cinema sejam canalizados para filmes infantis e juvenis.
No Brasil, nunca houve nada sequer parecido. Notável exceção é o projeto “Curta Criança”, desenvolvido pelo Ministério da Cultura e pela TV Brasil, que já viabilizou a existência de quase oitenta curta-metragens, um formato que poderia compor o número mínimo de horas de exibição nas escolas. Porém, como cada curta possui em média dez minutos, chegamos a um total de somente treze horas produzidas em seis anos. E certamente nem todos esses filmes são exibíveis para todos os estudantes. Neste ano, o Ministério da Cultura abriu, pela primeira vez, um edital para seleção de três projetos de roteiros para longa-metragens infantis. Mas não se chegou ainda à produção propriamente dita. São iniciativas muito importantes, mas tímidas e isoladas, nascidas da pressão dos produtores culturais envolvidos com o gênero e da decisão de um governo específico, não de algum dispositivo legal e institucional.
Em resumo, estamos ainda engatinhando no apoio à produção de um gênero que teria forte demanda com a aplicação da nova determinação legal. É como se uma lei criasse um cartão do “Bolsa Família” para ser usado em supermercados que não têm produtos em estoque, nem dispõem de alguma legislação que faça os artigos chegarem às prateleiras.

João Batista Melo é mestre em multimeios pela Unicamp e autor da tese “A tela angelical: infância e cinema infantil” a ser publicada em livro no segundo semestre de 2010 (Ed. Civlização Brasileira). Contista, romancista e crítico de cinema, dirigiu os curta-metragens infantis “Tampinha” e “As fadas da areia”.



Guarani é oficializado como segunda língua em município do Mato Grosso do Sul

Guarani é oficializado como segunda língua em município do Mato Grosso do Sul

Cultura e Mercado - Luana Schabib



O guarani é a segunda língua oficial do município de Tacuru, no Mato Grosso do Sul. O município é o segundo do país a adotar um idioma indígena como língua oficial, depois da sanção, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 de maio, do Projeto de lei que oficializa a língua guarani em Tacuru. Com a nova lei, os serviços públicos básicos na área de saúde e as campanhas de prevenção de doenças neste município devem, a partir de agora, prestar informações em guarani e em português.O primeiro município do Brasil a adotar idioma indígena como língua oficial, além do português, foi São Gabriel da Cachoeira, localizado no extremo norte do Amazonas. Além do português, São Gabriel tem três línguas indígenas oficiais: o Nheengatu, o Tukano e o Baniwa.
Em Tacuru, pequeno município no cone sul do estado do Mato Grosso do Sul, próximo ao Paraguai formado por uma população de 9.554 habitantes, segundo estimativa do IBGE de 2009, 30% de seus habitantes são guarani residentes na aldeia de Jaguapiré, situada no município. A maioria dos 3.245 indígenas de Tacuru não é bilíngue, ou seja, fala somente o Guarani o que dificulta o acesso aos serviços públicos mais essenciais.
Com a nova lei, a Prefeitura de Tacuru se compromete a apoiar e a incentivar o ensino da língua guarani nas escolas e nos meios de comunicação do município. A lei estabelece também que nenhuma pessoa poderá ser discriminada em razão da língua oficial falada, devendo ser respeitada e valorizada as variedades da língua guarani, como o kaiowá, o ñandeva e o mbya.
O Ministério Público Federal do Mato Grosso do Sul (MPF-MS) elogiou a aprovação da medida e argumentou que o Brasil é multiétnico e que o português não pode ser considerado a única língua utilizada no país. O MPF lembrou que o Brasil é signatário do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, que determina que, nos Estados onde haja minorias étnicas ou linguísticas, pessoas pertencentes a esses grupos não poderão ser privadas de usar sua própria língua.
A Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os Povos Indígenas e Tribais determina, dentre outras coisas, que deverão ser adotadas medidas para garantir que os membros das minorias étnicas possam compreender e se fazer compreender em procedimentos legais, facilitando para eles, se for necessário, intérpretes ou outros meios eficazes.
Em Paranhos, também no Mato Grosso do Sul, tramita um projeto de lei semelhante ao aprovado em Tacuru, que propõe a oficialização do idioma guarani como segunda língua do município. Em Paranhos existem 4.250 indígenas guarani. Em todo o estado do Mato Grosso do Sul são 68.824 indígenas, divididos em 75 aldeias.
Para o secretário da Identidade e Diversidade Cultural/MinC, Américo Córdula, a oficialização da língua guarani em mais um município brasileiro vai de encontro à política cultural desenvolvida pelo Ministério da Cultura de proteção e proteção dos saberes tradicionais dos povos indígenas.
No mês de fevereiro (de 2 a 5), a SID/MinC realizou, juntamente com a Itaipu Binacional, o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul – Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa que reuniu cerca de 800 índios da etnia do Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina, em Diamante D”Oeste, no Paraná, para discutir formas de fortalecer o intercâmbio cultural entre as comunidades dos quatro países.
“Temos no Brasil uma comunidade de aproximadamente um milhão de indígenas, formada por 270 povos diferentes, falantes de mais de 180 línguas”, informa Córdula. Segundo ele, a população indígena brasileira é detentora de uma grande diversidade cultural, que deve ser protegida por seu caráter formador da nacionalidade brasileira. Com esse objetivo, a SID/MinC já realizou dois prêmios culturais (2006 e 2007) voltados para as comunidades tradicionais indígenas. Foram investidos R$ 3,6 milhões para a premiação de 182 projetos em todo o Brasil.
Este ano, no mês de março, foi criado o primeiro Colegiado de Culturas Indígenas, formado por 15 titulares e 15 suplentes representantes do segmento. No último dia 1º, foi eleito o conselheiro do Colegiado para o Plenário do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC).

Maria das Dores do Prado, da etnia Pankararu, foi escolhida para defender, junto ao CNPC, as políticas públicas voltadas para a valorização da cultura de todas as comunidades indígenas brasileiras. Um das reivindicações defendidas pelo segmento durante a Conferência Nacional de Cultural, realizada em março, quando se deu a eleição do Colegiado, é a manutenção de todas as línguas nativas.

http://www.culturaemercado.com.br/relatos/guarani-e-oficializado-como-segunda-lingua-em-municipio-do-mato-grosso-do-sul/

Inscrições para o Prêmio VIVA LEITURA 2010 terminam em 2 de julh

Inscrições para o Prêmio VIVA LEITURA 2010 terminam em 2 de julho

CBL -



Projetos de estímulo e de experiências relacionadas à leitura têm até o dia 2 de julho para ser inscritos no Prêmio Vivaleitura 2010. Esta é a quinta edição da premiação. Nas quatro anteriores, cerca 8.500 projetos foram inscritos, 75 classificados como finalistas e 12 premiados. Mais de R$ 300 mil em prêmios já foram entregues.

O Prêmio é uma iniciativa da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), dos ministérios da Cultura e Educação, o Vivaleitura tem execução e patrocínio da Fundação Santillana e apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Trabalhos em prol da leitura desenvolvidos por instituições, empresas privadas ou públicas e pessoas físicas do Brasil podem ser inscritos em três categorias: Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; Escolas públicas e privadas; e Sociedade: empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais.
A comissão avaliadora selecionará cinco projetos de cada categoria, de acordo com critérios como originalidade, dinamismo da ação na construção da cidadania, recursos utilizados, abrangência e resultados, entre outros. Em cada categoria, os vencedores receberão um prêmio de R$ 30 mil. Os 15 finalistas da edição 2010 serão conhecidos no final de setembro e participarão da entrega do prêmio, que deve ocorrer no evento Território da Leitura e III Fórum do Plano Nacional do Livro e Leitura, do Ministério da Cultura, em Brasília, de 7 a 10 de novembro.

Inscrições por meio do site: www.premiovivaleitura.org.br, ou por carta registrada, com aviso de recebimento (Caixa Postal 71037-7 - CEP 03410-970 - São Paulo – SP). Informações fone 0800-7700987.

Programa Petrobras Cultural 2010 abre inscrições

Programa Petrobras Cultural 2010 abre inscrições

Music News -



A Petrobras lança mais 16 áreas de Seleção Pública da Edição 2010. A segunda fase do programa, com verba de R$ 52,2 milhões, é destinada à escolha de projetos dentro das três linhas de atuação do PPC: Formação; Preservação e Memória; e Produção e Difusão.

Os incentivos incluem desde projetos de pesquisa artística até projetos de distribuição de bens culturais. Podem inscrever-se projetos destinados à recuperação e digitalização de acervos, à manutenção de grupos e companhias de artes cênicas, à produção de filmes, a eventos de artes eletrônicas, à gravação de CDs, a turnês de shows/concertos, entre outros.

As 16 áreas completam o pacote da Edição 2010, que tem verba total de R$ 61,2 milhões e 19 áreas de seleção pública. A Petrobras espera receber projetos de todas as regiões do país para a realização dos patrocínios a partir de 2011.


Em dezembro de 2009, a Petrobras abriu inscrições para as áreas de Festivais de Música, Festivais de Cinema e Difusão de Filmes de Longa-Metragem em Salas de Cinema. Estas áreas são lançadas no final do ano e tem seus resultados anunciados no primeiro trimestre do ano seguinte, pois precisam ser realizadas ao longo do ano corrente.

BOLETIM NACIONAL DO LIVRO E DA LEITURA

Edição nº 208 - 24 a 30/05/2010



                                                     Apoio às Bibliotecas Públicas



O programa NBR Entrevista, do canal de televisão do governo federal, conversou com Fabiano dos Santos Piuba, diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura. Ele explica a importância do Edital Mais Cultura de Apoio às Bibliotecas Públicas, como será dado o apoio às bibliotecas públicas municipais, a implantação de bibliotecas de bairro, distritais e/ou rurais, e a necessidade de capacitar funcionários. Clique aqui para assistir.



                                   Alteração no Edital do PNLD 2012 - Ensino Médio



Foram publicadas no Diário Oficial da União, do dia 20 de maio, alterações feitas no Edital de Convocação para Inscrição no Processo de Avaliação e Seleção de Obras Didáticas para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2012) – Ensino Médio.



                                         Morre Edoardo Sanguineti



Morreu na cidade de Gênova no último dia 18, durante cirurgia por causa de aneurisma abdominal, o escritor italiano Edoardo Sanguineti. Poeta, professor de literatura, autor teatral, crítico e ensaísta, também participou da política. O jornal Corriere della Sera registra que “suas ações sempre estiveram caracterizadas por uma batalha cultural iniciada com a experiência vanguardistica dos anos 60”, tendo sido, junto com Angelo Guglielmi, o teórito mais famoso do Gruppo 63, que combatia o hermetismo cultural. Confira a seção Favoritos desta edição.



                                                     Morre Robert Laffont



O editor Robert Laffont morreu na última quarta, dia 19, em Paris, aos 93 anos. Como lembra o Jornal do Brasil, Laffont editou mais de 10 mil títulos, criou coleções famosas como Pavillons e Bouquins junto a Guy Schoeller e traduziu duas obras essenciais da literatura do pós-guerra: O apanhador no campo de centeio, de J.D Salinger e O deserto dos tártaros , de Dino Buzzati. O estudo do mercado e o lançamento de best-sellers também foram métodos introduzidos por ele



                                                   Prêmio SESC de Literatura



Estão abertas até o dia 30 de setembro as inscrições para o Prêmio SESC de Literatura. Neste ano, os vencedores nas categorias Conto e Romance terão as obras editadas e distribuídas pela Record e participarão da programação literária das unidades do SESC. Além disso, ganharão 10% do valor de capa quando o livro for comercializado em livrarias. Confira o regulamento no site .



                                     Man Lost Booker Prize



O prêmio que, pelo erro cometido no regulamento em 1970, ficou fora da competição naquele ano, foi escolhido em 2010 pelos votos de leitores de diversos países. O vencedor foi Troubles, escrito em 1919, do irlandês J G Farrell, falecido em 1979. Segundo O jornal O Estado de S. Paulo, Ion Trewin, diretor literário da premiação, comentou que se trata de “um romance com tantas qualidades duradouras que nunca, nesses 40 anos, deixou de ser editado”.



                            Uberaba discute políticas públicas para o livro e leitura



Acontece esta semana em Uberaba (MG), no dia 26, o XIII Encontro Regional do Proler Vale do Rio Grande e do II Fórum Regional sobre Políticas Públicas para o Livro e a Leitura. Fabiano dos Santos Piúba, da Diretoria Nacional do Livro e Leitura, do Ministério da Cultura, e José Castilho Marques Neto, secretário executivo do PNLL, falam na quinta, dia 27. Saiba mais .



                                     Acessibilidade para deficientes visuais



Editado pela Editora da Universidade Federal de Alagoas, Técnicas de Acessibilidade: criando uma web para todos aborda a acessibilidade para os deficientes visuais através da sonorização e instrumentos específicos na Internet. Lançado com apoio do Senai, através do Programa de Ações Inclusivas (PSAI), o livro será agora enviado para dois mil técnicos de informática de todo o país visando a capacitação de profissionais da informática no desenvolvimento de sites acessíveis.





Apoio a Bibliotecas Públicas

Apoio a Bibliotecas Públicas

Ministério da Cultura -



Inscrições para o edital foram prorrogadas até o dia 15 de julho.



O Ministério da Cultura publicou nesta quarta-feira, 16 de junho, no Diário Oficial da União, a prorrogação do Edital Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas Públicas. O prazo final para as inscrições foi ampliado para 15 de julho de 2010.

O edital vai beneficiar 300 bibliotecas públicas, com investimento de R$ 30,6 milhões para a modernização dos equipamentos, a instalação dos espaços em distritos, bairros periféricos ou zonas rurais e a adequação do local, acervo, programação e atendimento às pessoas portadoras de deficiências.

Cada prefeitura municipal poderá se candidatar a uma das três categorias do edital:

Na categoria I, de Modernização de bibliotecas públicas municipais, o MinC irá apoiar até 170 bibliotecas investindo, no máximo, R$ 115 mil em cada uma delas. Os recursos poderão ser usados para a aquisição de acervo; formação de mediadores e agentes de leitura; capacitação de gestores das bibliotecas; criação de programação sociocultural; compra de equipamentos, mobiliário e demais itens de ambiência, que melhorem as condições de funcionamento da biblioteca; e a ampliação ou reforma do espaço físico.

Na categoria II, de Implantação de bibliotecas ramais (de bairro, distritais e/ou rurais), o MinC irá apoiar a implantação de até cem bibliotecas, no valor de R$ 85 mil/cada. Os recursos poderão ser usados para a aquisição de acervo e de equipamentos, mobiliário e itens de ambiência, que melhorem as condições de funcionamento da biblioteca; a criação de programação sociocultural e a ampliação ou reforma física do espaço.

Na categoria III, de Apoio a bibliotecas acessíveis, o MinC irá investir R$ 85 mil para cada projeto, totalizando 30. O valor poderá ser aplicado para a compra de acervo e de equipamentos e mobiliário destinados a portadores de deficiências; capacitação de funcionários voltados para aperfeiçoar a gestão e o atendimento e serviços oferecidos aos usuários com deficiência; ampliação ou reforma física do espaço, adequando-o aos portadores de necessidades especiais, e a criação de programação sociocultural.


Informações à imprensa: (61) 2024-2407, na Comunicação Social do MinC; (61) 2024-2628/2630, na DLLL da SAI/MinC; e 2024-2325, na Assessoria do Programa Mais Cultura.

Oficinas

Oficinas

Estado de Minas - Luisana Gontijo


O Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana está com inscrições abertas para suas oficinas. São em média 2 mil vagas, distribuídas em mais de 60 opções, que se dividem nas curadorias de artes cênicas, artes plásticas, artes visuais, infanto-juvenil, literatura, música, patrimônio cultural e patrimônio natural. As inscrições podem ser feitas no site www.festivaldeinverno.ufop.br ou na Fiemg, em Ouro Preto ou Mariana.



http://www.uai.com.br/em.html

Apoio a Bibliotecas Públicas

Apoio a Bibliotecas Públicas

Ministério da Cultura 



Inscrições para o edital foram prorrogadas até o dia 15 de julho.



O Ministério da Cultura publicou nesta quarta-feira, 16 de junho, no Diário Oficial da União, a prorrogação do Edital Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas Públicas. O prazo final para as inscrições foi ampliado para 15 de julho de 2010.



O edital vai beneficiar 300 bibliotecas públicas, com investimento de R$ 30,6 milhões para a modernização dos equipamentos, a instalação dos espaços em distritos, bairros periféricos ou zonas rurais e a adequação do local, acervo, programação e atendimento às pessoas portadoras de deficiências.
Cada prefeitura municipal poderá se candidatar a uma das três categorias do edital:

Na categoria I, de Modernização de bibliotecas públicas municipais, o MinC irá apoiar até 170 bibliotecas investindo, no máximo, R$ 115 mil em cada uma delas. Os recursos poderão ser usados para a aquisição de acervo; formação de mediadores e agentes de leitura; capacitação de gestores das bibliotecas; criação de programação sociocultural; compra de equipamentos, mobiliário e demais itens de ambiência, que melhorem as condições de funcionamento da biblioteca; e a ampliação ou reforma do espaço físico.

Na categoria II, de Implantação de bibliotecas ramais (de bairro, distritais e/ou rurais), o MinC irá apoiar a implantação de até cem bibliotecas, no valor de R$ 85 mil/cada. Os recursos poderão ser usados para a aquisição de acervo e de equipamentos, mobiliário e itens de ambiência, que melhorem as condições de funcionamento da biblioteca; a criação de programação sociocultural e a ampliação ou reforma física do espaço.

Na categoria III, de Apoio a bibliotecas acessíveis, o MinC irá investir R$ 85 mil para cada projeto, totalizando 30. O valor poderá ser aplicado para a compra de acervo e de equipamentos e mobiliário destinados a portadores de deficiências; capacitação de funcionários voltados para aperfeiçoar a gestão e o atendimento e serviços oferecidos aos usuários com deficiência; ampliação ou reforma física do espaço, adequando-o aos portadores de necessidades especiais, e a criação de programação sociocultural.


Informações à imprensa: (61) 2024-2407, na Comunicação Social do MinC; (61) 2024-2628/2630, na DLLL da SAI/MinC; e 2024-2325, na Assessoria do Programa Mais Cultura.



Caixa tem recurso para cultura em municípios

Caixa tem recurso para cultura em municípios

Alagoas 24horas -



A Caixa Econômica Federal informa que estão abertas as inscrições para o Programa Caixa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro – Biênio 2011/2012. O programa tem por objeto a seleção para patrocínio de projetos que visem assegurar a acessibilidade e a preservação do patrimônio cultural brasileiro.



As inscrições serão recebidas até 30 de julho de 2010 via internet, por meio do site www.caixacultural.com.br/editais.



Morre aos 87 anos o escritor português José Saramago

Morre aos 87 anos o escritor português José Saramago

Folha de S. Paulo -



A morte de Saramago foi confirmada à imprensa portuguesa pelo seu editor, Zeferino Coelho. "Aconteceu há pouco", disse em entrevista à emissora de televisão RTP. "Estava doente há algum tempo, às vezer melhor outras vezes pior."

Fontes da família confirmaram a agências internacionais que Saramago estava em sua casa em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, onde morava há vários anos.

A morte ocorreu por volta das 13h no horário local (8h de Brasília), quando o escritor estava em casa acompanhado da mulher e tradutora, Pilar del Río, informa a agência Efe.

José Saramago havia passado uma noite tranquila. Após ter feito o desjejum de costume e conversado com a mulher, começou a sentir-se mal e pouco depois morreu.

Vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1998, Saramago nasceu em Azinhaga em novembro de 1922. Autodidata, publicou seu primeiro trabalho, "Terra do Pecado", em 1947.

Seu trabalho seguinte, "Os Poemas Possíveis", seria lançado 19 anos mais tarde e pelos anos seguintes ele se dedicaria principalmente à poesia e ao jornalismo.

Saramago volta à prosa no final da década de 1970. Seu estilo característico começa a ser definido em "Levantado do Chão" (1980) e em "Memorial do Convento" (1982).


Em 1991, Saramago lança sua obra mais polêmica, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo".

Considerada blasfema, a obra foi excluída de uma lista de romances portugueses candidatos a um prêmio literário pelo Subsecretário de Estado adjunto da Cultura de Portugal, Sousa Lara, sob a alegação de que não representava o país.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Prorrogada as inscrições para o Prêmio Cultura Viva

Prorrogada as inscrições para o Prêmio Cultura Viva

Cultura viva -



As inscrições para a 3ª edição do Prêmio Cultura Viva foram prorrogadas até 30 de junho. Idealizado pelo Ministério da Cultura (MinC), com patrocínio da Petrobras e coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), o prêmio tem por objetivo mobilizar, reconhecer e divulgar práticas culturais desenvolvidas em todo o território brasileiro.



Sob o tema Cultura e Comunicação, esta edição busca estimular e dar visibilidade a iniciativas culturais que propiciam a criação de situações comunicativas e a construção de espaços de diálogos, favorecendo o reconhecimento e a divulgação do “saber fazer” das comunidades.



Serão reconhecidas situações comunicativas com conteúdos culturais, desenvolvidas de forma continuada, que estimulam a fluência comunicativa, a expressão, o compartilhamento de informações e conhecimentos e o trabalho colaborativo como condições preciosas para o reconhecimento da influência das práticas culturais no processo de construção de identidades, convivência e desenvolvimento.



Serão premiadas 12 iniciativas em quatro categorias (Gestor Público, Grupo Informal, Organização da Sociedade Civil e Pontos de Cultura). As três primeiras em cada categoria serão contempladas.



A 3ª edição do Prêmio Cultura Viva é dirigida a iniciativas que articulam cultura e comunicação no campo das Artes e do Patrimônio Cultural. Saiba mais



Fonte: Divulgação - Prêmio Cultura Viva

Ferreira Gullar ganha o Prêmio

Ferreira Gullar ganha o Prêmio Camões

Estadao - Ubiratan Brasil



O poeta Ferreira Gullar almoçava em um sugestivo local, chamado Sítio do Pica Pau Amarelo, na cidade de Monteiro Lobato, quando foi comunicado ontem de que vencera o Prêmio Camões, o mais prestigioso da literatura em língua portuguesa. "Estava justamente comentando sobre a magia dessa região, onde Lobato nasceu, quando recebi um telefonema", contou.



Do outro lado da linha, Antônio Carlos Secchin, escritor e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, passou-lhe a boa notícia - Gullar vai ganhar a quantia de 100 mil euros. Em seguida, ele conversou com a ministra portuguesa de Cultura, Gabriela Canavilhas. "Jamais esperei ganhar algum prêmio, especialmente esse", comentou o poeta, que completa 80 anos no dia 10 de setembro.



Em 2002, Secchin liderou a inscrição de Gullar para o Prêmio Nobel de Literatura daquele ano. A contragosto, o poeta aceitou o processo, que é conduzido por terceiros e não pelo indicado. "Será a segunda vez em minha vida que participo de um concurso: a primeira foi em 1950, quando ainda vivia em São Luís, e inscrevi um poema (O Galo) na disputa de um prêmio do Jornal de Letras, do Rio de Janeiro", disse ele, na época.



Questionado pelo Estado se agora, com o Camões, ele considerava que o caminho para o Nobel estava facilitado, Gullar desconversou. "Sou como o periquito da Rua da Alegria, não ganho nada", brincou ele, que se prepara para lançar um livro inédito de poemas, "Em Alguma Parte Alguma".



"É a poesia que estava em alguma parte da vida", disse ele no domingo, quando foi a estrela do 3.º Festival da Mantiqueira, em São Francisco Xavier, onde foi ovacionado, especialmente por frases como "a arte existe porque a vida, por si só, não basta". Desde ontem, ele participa da Viagem Literária, programa da Secretaria Estadual de Cultura que leva escritores para diversas cidades do interior paulista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Flip divulga o programa de sua 8.ª edição

Flip divulga o programa de sua 8.ª edição

Estadao -



Salman Rushdie, Antonio Tabucchi, Robert Crumb e Lou Reed estão entre os convidados internacionais.



SÃO PAULO - A coletiva de apresentação da Flip 2010 teve direito até a perguntas pelo Twitter, sobre a possibilidade de a Festa Literária Internacional de Paraty chegar a outros pontos do país. A resposta, que muito mais longa do que 140 caracteres pode ser resumida em três: não. A parte longa da resposta é o fato da Flip ser resultado de um complexo trabalho junto à comunidade local que vem sendo desenvolvido há 12 anos. Leitores, escritores, fãs de literatura vão ter motivos de sobra para se deslocar até Paraty de 4 a 8 de agosto, para a oitava edição do evento.



lista Confira a programação da 8.ª Flip: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,confira-a-programacao-da-8-flip,557645,0.htm



Vem aí novamente o escritor Salman Rushdie, aquele que viveu anos em prisão domiciliar por conta de uma fatwa (sentença de morte) declarada pelo Aiatolá Khomeini, então líder do Irã, após o lançamento de seu livro Versos Satânicos, que não chegou a ser traduzido no Brasil, e foi retirado do mercado no resto do mundo. Autor de várias obras, entre elas, o romance de "Filhos da Meia-Noite", vai lançar aqui "Luka e o Fogo da Vida".



Outros destaques são o italiano Antonio Tabucchi, o historiador Robert Darnton, que participa de duas mesas e discute o futuro do livro, a escritora chilena Isabel Allende, que debate com o jornalista e escritor Humberto Werneck. Vários escritores brasileiros participam das mesas, como Moacyr Scliar, Reinaldo Moraes, Beatriz Bracher, Lília Schwarcz, Patrícia Melo, Carola Saavedra e outros.



Mas Paraty deve parar mesmo às 17h30 do sábado, quando Robert Crumb, um dos mais celebrados cartunistas do mundo, conhecido por "Fritz the Cat" e "Mr. Natural" e que lançou o Gênesis em quadrinhos, começar a falar sobre "A Origem do Universo". E vai parar de novo às 19h30, com o músico americano Lou Reed, roqueiro, letrista, vocalista, guitarrista e fotógrafo, discursar sobre "O Som e o Sentido". Em julho, sai aqui no Brasil seu livro "Atravessar o Fogo", com 310 canções, lançado pela editora Companhia das Letras.



O curador da Flip, o jornalista Flávio Moura, destaca a grande homenagem a Gilberto Freyre (Casa Grande & Senzala) como um diferencial entre as edições mais recentes. Sua obra será tema de duas mesas e da conferência de abertura realizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também sociólogo e cientista político que já escreveu vários textos sobre o autor, inclusive o prefácio da edição mais recente de sua obra-prima. Depois, Cardoso vai debater temas ligados a Freyre com o historiador Luiz Felipe de Alencastro. Até o show de abertura, feito por Edu Lobo, com direção artística de Arthur Nestrovski, terá relação com a obra de Freyre.



Confira como comprar os ingressos para a Flip



Venda de ingressos: a partir das 10h do dia 5 de julho e até o dia 3 de agosto, pelo site www.ticketsforfun.com.br, pelo telefone 4003-0848, e nos pontos-de-venda da Tickets for Fun.



Horários, taxas, formas de pagamento e pontos de venda no site: www.ticketsforfun.com.br.



Depois de 4 de agosto, os ingressos serão vendidos na bilheteria da FLIP em Paraty.



Preços



Show de Abertura (Tenda do Telão): R$ 40



Mesas Literárias e Conferência de Abertura (Tenda dos Autores): R$ 40



Mesas Literárias e Conferência de Abertura - Transmissão ao Vivo (Tenda do Telão): R$ 10



Eventos da FLIP - Casa da Cultura (ingressos apenas em Paraty, durante a FLIP): R$ 10



Obs: Estudantes pagam meia entrada



Limite de ingressos: Para cada mesa, há limite de dois ingressos por pessoa.



Televendas - número nacional: 4003-0848



Horário de atendimento: de segunda a sábado das 9h às 21h (no dia 05 de julho, a venda começará às 10h)



Pontos-de-venda da Tickets for Fun



São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Brasília.



Consulte endereços no site: www.ticketsforfun.com.br



Ponto-de-venda em Paraty



Paraty Tours: (24) 3371-1327



Obs: Venda somente para moradores da cidade. Mediante comprovante de residência, os moradores de Paraty poderão pagar meia entrada nos ingressos para a Tenda do Telão.

Por Freyre, Flip-2010 amplia debate

Por Freyre, Flip-2010 amplia debate

Folha de S. Paulo - Fabio Victor



Festa literária de Paraty, em agosto, terá comentador na palestra de abertura e mais mesas sobre homenageado.



Antonio Tabucchi é confirmado no evento, que terá 34 convidados e vai celebrar o autor de "Casa Grande & Senzala".



Fiel à exuberância de Gilberto Freyre (1900-1987) e ao potencial de polêmica das suas ideias, a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) terá um debate na conferência de abertura e mais mesas dedicadas a discutir a obra do homenageado.

No dia 4 de agosto, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sociólogo como Freyre, faz a palestra inaugural, tendo como comentador o historiador e professor da Universidade de Paris 4 Luiz Felipe de Alencastro. Três outros debates completam o tributo ao pernambucano.

Nas últimas edições da festa, apenas um conferencista falou na abertura e duas mesas foram dedicadas diretamente ao homenageado.

A Flip-2010, de 4 a 8 de agosto, terá 34 convidados (um a mais que em 2009), 18 estrangeiros. A lista é passível de mudanças de última hora. A programação oficial vai ser divulgada amanhã.

Ontem foi confirmado mais um autor de relevância, o italiano Antonio Tabucchi, especialista em literatura portuguesa, que lançará em Paraty "O Tempo Envelhece Depressa", pela Cosac Naify.



Depois do debate entre FHC e Alencastro, a primeira das três discussões sobre Freyre, no dia 5, abordará a qualidade literária da sua produção.



Falarão o escritor Moacyr Scliar, o historiador da UFRJ Ricardo Benzaquen, o tradutor alemão Berthold Zilly e o bibliotecônomo e "gilbertófilo" Edson Nery da Fonseca.

Outra mesa analisará a obra à luz de temas contemporâneos. Reunirá o historiador britânico Peter Burke, o antropólogo Hermano Vianna e o sociólogo José de Souza Martins.

O encontro "Além da Casa Grande" debaterá obras menos conhecidas de Freyre: a socióloga Angela Alonso falará de "Ordem e Progresso", a historiadora Maria Lúcia Pallares-Burke -cocuradora da homenagem-, de "Ingleses no Brasil", e o diplomata e africanista Alberto da Costa e Silva, de "Nordeste".

A reportagem apurou ainda que o roqueiro americano Lou Reed, principal atração pop da Flip, não fará parte de uma mesa de debates. Sozinho, vai ler suas letras e trechos de obras de terceiros.