A Biblioteca Demonstrativa Conceição
Moreira Salles retoma nesta segunda-feira, 24/9, as apresentações do
projeto Bibliomúsica com o show Dez dias da obra de Hermeto Pascoal,
com os músicos Raimundo Nilton (violino) e Fernando Sousa (piano). O
espetáculo será às 19h30 na Biblioteca, na Avenida W3 Sul EQ 506/507,
com entrada franca.
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Projeto Bibliomúsica homenageia obra de Hermeto Pascoal
Projeto Bibliomúsica homenageia obra de Hermeto Pascoal
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Afonso Romano e Marina Colasanti na Casa da Leitura
A Casa da Leitura abre, a partir desta quinta-feira, 27/9, o projeto Conversa com o Autor 2012,
que busca estimular maior interação do público leitor com escritores de
destaque. Para o primeiro encontro foram convidados o casal de
escritores Affonso Romano de Sant’Anna e Marina Colasanti. O evento,
que terá ainda a presença do professor e mediador Júlio Diniz, será na
Casa da Leitura, na Rua Pereira da Silva, 86, Laranjeiras, Rio de
Janeiro, às 18h30. A entrada é franca. Mais informações pelo telefone
(21) 2557-7458.
Afonso Romano e Marina Colasanti na Casa da Leitura

sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Programação
Seguimos percorrendo o Estado de São Paulo com apresentações dos espetáculos: "AMOR
TE ESPERO" e “WWW PARA FREEDOM” nas unidades do SESI. Acompanhem a
programação, indiquem para amigos e conhecidos nas cidades em que
estaremos e quando possível, compareçam!!
“AMOR TE ESPERO”, com o Palhaço Zabobrim (Esio Magalhães), Cintia Birocchi e Kuarahy Fellipe.
Perto de um farol, no meio da noite e do deserto, dois charlatões tem sua viagem interrompida por problemas em seu caminhão e param! É o começo do intrigante encontro com uma misteriosa mulher que lhes reserva grandes aventuras.
LOCAL: SESI SANTOS
Espetáculo: AMOR TE ESPERO
Data: 16/09/2012
Horário: 19 h.
Endereço: Av. Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Santa Maria
Informações: tel. (13) 3203-4966
“ WWW PARA FREEDOM”, com o Palhaço Zabobrim (Esio Magalhães).
WWW para Freedom é um código de operação militar. Soldados são mandados para libertar um povo de um terrível ditador. Em algum lugar do mundo e em algum tempo.
LOCAL: SESI PIRACICABA
Espetáculo: WWW PARA FREEDOM
Data: 30/09/2012
Horário: 19 h
Endereço: Avenida Luiz Ralph Benatti, 600 - Vila Industrial
Informações: tel. (19) 3403-5900
“AMOR TE ESPERO”, com o Palhaço Zabobrim (Esio Magalhães), Cintia Birocchi e Kuarahy Fellipe.
Perto de um farol, no meio da noite e do deserto, dois charlatões tem sua viagem interrompida por problemas em seu caminhão e param! É o começo do intrigante encontro com uma misteriosa mulher que lhes reserva grandes aventuras.
LOCAL: SESI SANTOS
Espetáculo: AMOR TE ESPERO
Data: 16/09/2012
Horário: 19 h.
Endereço: Av. Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Santa Maria
Informações: tel. (13) 3203-4966
“ WWW PARA FREEDOM”, com o Palhaço Zabobrim (Esio Magalhães).
WWW para Freedom é um código de operação militar. Soldados são mandados para libertar um povo de um terrível ditador. Em algum lugar do mundo e em algum tempo.
LOCAL: SESI PIRACICABA
Espetáculo: WWW PARA FREEDOM
Data: 30/09/2012
Horário: 19 h
Endereço: Avenida Luiz Ralph Benatti, 600 - Vila Industrial
Informações: tel. (19) 3403-5900
Abraços,
BARRACÃO TEATRO.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
TEATRO DE RUA DISCUTE O NOVO MINISTÉRIO DE MARTA SUPLICY*
TEATRO DE RUA DISCUTE O NOVO MINISTÉRIO DE MARTA SUPLICY*
*
*
Atores, produtores, grupos e companhias de teatro de rua representantes de
21 estados do Brasil, estão reunidos, em João Pessoa, para discutirem as
políticas públicas e as diretrizes culturais, que vêm sendo adotadas no
Brasil nos âmbitos municipais, estaduais e federal nos últimos cinco anos;
entre elas, a substituição dos ministros Gilberto Gil, Juca Ferreira, Ana
de Hollanda e, agora, Marta Suplicy. Esta toma posse hoje, às 11 horas da
manhã – mesmo horária da plenária de abertura do evento.
Eles são integrantes da RBTR - Rede Brasileira de Teatro de Rua –
organização nacional, criada em 2007, em Salvador-BA, que tem como missão
articular e orientar o movimento desta modalidade para intervir na
política, educação e economia no Brasil e na América Latina.
Neste curto tempo de vida, a Rede, como é carinhosamente chamada, teve
várias conquistas, tais como:
ü edital Artes na Rua – FUNARTE;
ü obrigatoriedade na programação dos Festivais Internacionais de Teatro
apoiados financeiramente, também pela FUNARTE, de espetáculos de teatro de
rua;
ü participação de seus representantes nas comissões de seleção de editais
públicos;
ü participação de seus representantes na CNPC do MinC;
ü aumento do número de festivais de teatro de rua em todo o país;
ü elaboração e aprovação de leis municipais e federais de proteção ao
artista de rua;
ü estímulo ao registro de processos coletivos e colaborativos;
ü estimulo a crítica específica a partir de outros parâmetros conceituais;
ü inserção de disciplinas de teatro de rua nos cursos de graduação em
teatro;
ü criação do GT Artes Cênicas na Rua na Associação Brasileira de Pesquisa
e Pós-Graduação em Artes Cências;
ü publicação de livros e artigos sobre teatro de rua;
ü realização do II Congresso Brasileiro de Teatro, em Osasco-SP, em
parceria com a Cooperativa Paulista de Teatro
ü realização de 11 encontros nacionais presenciais: João Pessoa-PB,
Santos-SP, Teresópolis-RJ, São Paulo-SP, Salvador-BA (2) Recife-PE, Campo
Grande-MS, Rio Branco-AC, Aldeia de Arcozelo-RJ, Canoas-RS.
Após a avaliação da atual conjuntura política e cultural (no Brasil e no
mundo) que determina as condições do artista-trabalhador e das mudanças que
devem ocorrer com a gestão da nova ministra da cultura, Marta Suplicy, do
Partido dos Trabalhadores, a RBTR pretende escrever e divulgar à imprensa e
ao público em geral, ao final do evento, uma carta com as principais
propostas debatidas e decididas em consenso. A *Carta de João Pessoa* deve
ser entregue em mãos à nova ministra em audiência solicitada por uma
comissão nacional da RBTR composta por representantes das cinco regiões do
páis.
O encerramento da reunião, no domingo, 16, terá uma palestra sobre ARTE
PÚBLICA proferida pelo maior diretor de teatro do país, Amir Haddad,
criador do grupo carioca Tá Na Rua. Este tema vem servindo de suporte
teórico para o melhor entendimento da função social e política do teatro
de rua junto aos artistas, políticos e gestores culturais públicos e
privados.
O XI Encontro Nacional da RBTR ocorre de 13 a 16 de setembro de 2012, na
sede do grupo paraibano QUEM TEM BOA É PRÁ GRITAR – 30 ANOS!
*Endereço/SEDE*
*LADEIRA SÃO PEDRO GONÇALVES, Nº 69 (VIZINHO AO HOTEL GLOBO) *
* *
*VARADOURO – Centro Histórico de João Pessoa*
* *
*CONTATOS:*
*Humberto Lopes: (83) 88117272*
*Mirthia Guimarães: (83) 88278367*
*Ademilton Barros: (83) 88710847*
*Maycon Nascimento: (83) 87913816*
*Clara Julie: (83) 88979279*
*Roana: (83) 88038657*
*João Paulo: (83) 87347780*
*Cleiton Teixeira: (83) 88123702*
*Joelson Topete: (83) 86214220*
--
Licko Turle
(21) 93397368
Livro Teatro de Rua no Brasil - Acesse o link
http://www.e-papers.com.br/produtos.asp?codigo_produto=1837
*
*
Atores, produtores, grupos e companhias de teatro de rua representantes de
21 estados do Brasil, estão reunidos, em João Pessoa, para discutirem as
políticas públicas e as diretrizes culturais, que vêm sendo adotadas no
Brasil nos âmbitos municipais, estaduais e federal nos últimos cinco anos;
entre elas, a substituição dos ministros Gilberto Gil, Juca Ferreira, Ana
de Hollanda e, agora, Marta Suplicy. Esta toma posse hoje, às 11 horas da
manhã – mesmo horária da plenária de abertura do evento.
Eles são integrantes da RBTR - Rede Brasileira de Teatro de Rua –
organização nacional, criada em 2007, em Salvador-BA, que tem como missão
articular e orientar o movimento desta modalidade para intervir na
política, educação e economia no Brasil e na América Latina.
Neste curto tempo de vida, a Rede, como é carinhosamente chamada, teve
várias conquistas, tais como:
ü edital Artes na Rua – FUNARTE;
ü obrigatoriedade na programação dos Festivais Internacionais de Teatro
apoiados financeiramente, também pela FUNARTE, de espetáculos de teatro de
rua;
ü participação de seus representantes nas comissões de seleção de editais
públicos;
ü participação de seus representantes na CNPC do MinC;
ü aumento do número de festivais de teatro de rua em todo o país;
ü elaboração e aprovação de leis municipais e federais de proteção ao
artista de rua;
ü estímulo ao registro de processos coletivos e colaborativos;
ü estimulo a crítica específica a partir de outros parâmetros conceituais;
ü inserção de disciplinas de teatro de rua nos cursos de graduação em
teatro;
ü criação do GT Artes Cênicas na Rua na Associação Brasileira de Pesquisa
e Pós-Graduação em Artes Cências;
ü publicação de livros e artigos sobre teatro de rua;
ü realização do II Congresso Brasileiro de Teatro, em Osasco-SP, em
parceria com a Cooperativa Paulista de Teatro
ü realização de 11 encontros nacionais presenciais: João Pessoa-PB,
Santos-SP, Teresópolis-RJ, São Paulo-SP, Salvador-BA (2) Recife-PE, Campo
Grande-MS, Rio Branco-AC, Aldeia de Arcozelo-RJ, Canoas-RS.
Após a avaliação da atual conjuntura política e cultural (no Brasil e no
mundo) que determina as condições do artista-trabalhador e das mudanças que
devem ocorrer com a gestão da nova ministra da cultura, Marta Suplicy, do
Partido dos Trabalhadores, a RBTR pretende escrever e divulgar à imprensa e
ao público em geral, ao final do evento, uma carta com as principais
propostas debatidas e decididas em consenso. A *Carta de João Pessoa* deve
ser entregue em mãos à nova ministra em audiência solicitada por uma
comissão nacional da RBTR composta por representantes das cinco regiões do
páis.
O encerramento da reunião, no domingo, 16, terá uma palestra sobre ARTE
PÚBLICA proferida pelo maior diretor de teatro do país, Amir Haddad,
criador do grupo carioca Tá Na Rua. Este tema vem servindo de suporte
teórico para o melhor entendimento da função social e política do teatro
de rua junto aos artistas, políticos e gestores culturais públicos e
privados.
O XI Encontro Nacional da RBTR ocorre de 13 a 16 de setembro de 2012, na
sede do grupo paraibano QUEM TEM BOA É PRÁ GRITAR – 30 ANOS!
*Endereço/SEDE*
*LADEIRA SÃO PEDRO GONÇALVES, Nº 69 (VIZINHO AO HOTEL GLOBO) *
* *
*VARADOURO – Centro Histórico de João Pessoa*
* *
*CONTATOS:*
*Humberto Lopes: (83) 88117272*
*Mirthia Guimarães: (83) 88278367*
*Ademilton Barros: (83) 88710847*
*Maycon Nascimento: (83) 87913816*
*Clara Julie: (83) 88979279*
*Roana: (83) 88038657*
*João Paulo: (83) 87347780*
*Cleiton Teixeira: (83) 88123702*
*Joelson Topete: (83) 86214220*
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Licko Turle
(21) 93397368
Livro Teatro de Rua no Brasil - Acesse o link
http://www.e-papers.com.br/produtos.asp?codigo_produto=1837
II Conferência de Cultura inscreve gestores, entidades e artistas
II Conferência de Cultura inscreve gestores, entidades e artistas
Todos os gestores culturais, entidades, artistas de todos os
gêneros podem se inscrever e participar da II Conferência Municipal de
Cultura. O objetivo principal do evento é discutir as questões culturais
do município, contribuindo para a elaboração do Plano Municipal de
Cultura e para o exercício da cultura como estratégia política do
governo.
Quem quiser se inscrever poderá fazê-lo em diferentes pontos: Fundação Teatro Trianon, Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Fundação Municipal Zumbi dos Palmares, na Faculdade de Filosofia e na Secretaria de Cultura. “Para participar, a pessoa, necessariamente, não precisa ser ligada a instituições”, informou o secretário Orávio de Campos.
Programa – O evento, que terá como tema central Sociedade, Identidade, Pertencimento, será aberto nesta quinta-feira (13) no Teatro Trianon, a partir das 18.. A palestra será do professor Aristides Arthur Soffiati Netto e, logo após, os conferencistas terão a oportunidade de apreciar um concerto especial da Orquestra Sinfônica Municipal, sob a regência do maestro Luis Maurício Carneiro.
Na sexta-feira (14), na Faculdade Filosofia de Campos, na parte da manhã, haverá duas palestras. A primeira, às 9 horas da manhã, com o professor Flávio Aniceto, do Ministério da Cultura (MinC), cuja abordagem será “Os sistemas Nacional, Estadual e Municipal de Cultura”; e a segunda será proferida pelo professor Delmar Cavalcanti, da Secretaria Estadual de Educação (Seec-RJ), que dissertará sobre o tema “Políticas culturais para os municípios”. À tarde, vão se reunir nove câmaras temáticas para apresentar suas reivindicações.
No sábado (15), também na Faculdade de Filosofia, haverá a leitura final da conferência, com debate e aprovação das estratégias e o encerramento vai ocorrer por volta das 12 horas com a eleição dos novos membros do Conselho Municipal de Cultura, através da escolha a ser feita pelo colegiado, representado pelos delegados inscritos pelas entidades culturais.
Estão sendo chamados atores culturais que atuam em Música (Popular e Erudita), Artes Cênicas (Teatro, Dança e Circo), Artes Visuais (Gráficas, Fotografias, Pintura, Escultura, Designer), Artes audiovisuais (Cinema, TV, Rádio, Vídeos), Literatura (Edições, Bibliotecas, Associações Artísticas e Literárias), além de outras associações de classes.
Também estão sendo convidados setores ligados Patrimônio Cultural (Museus, Arquitetura, Arqueologia), Cultura Popular (Carnaval, Grupos Étnicos, Artesanato, Folclore), Espaços Alternativos da Cultura (Animação Cultural, Educação, Saúde, Meio Ambiente, entre outros) e Entidades de Pesquisas Culturais (universidades e centros de ensino superior voltados para o campo de pesquisa).
Quem quiser se inscrever poderá fazê-lo em diferentes pontos: Fundação Teatro Trianon, Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Fundação Municipal Zumbi dos Palmares, na Faculdade de Filosofia e na Secretaria de Cultura. “Para participar, a pessoa, necessariamente, não precisa ser ligada a instituições”, informou o secretário Orávio de Campos.
Programa – O evento, que terá como tema central Sociedade, Identidade, Pertencimento, será aberto nesta quinta-feira (13) no Teatro Trianon, a partir das 18.. A palestra será do professor Aristides Arthur Soffiati Netto e, logo após, os conferencistas terão a oportunidade de apreciar um concerto especial da Orquestra Sinfônica Municipal, sob a regência do maestro Luis Maurício Carneiro.
Na sexta-feira (14), na Faculdade Filosofia de Campos, na parte da manhã, haverá duas palestras. A primeira, às 9 horas da manhã, com o professor Flávio Aniceto, do Ministério da Cultura (MinC), cuja abordagem será “Os sistemas Nacional, Estadual e Municipal de Cultura”; e a segunda será proferida pelo professor Delmar Cavalcanti, da Secretaria Estadual de Educação (Seec-RJ), que dissertará sobre o tema “Políticas culturais para os municípios”. À tarde, vão se reunir nove câmaras temáticas para apresentar suas reivindicações.
No sábado (15), também na Faculdade de Filosofia, haverá a leitura final da conferência, com debate e aprovação das estratégias e o encerramento vai ocorrer por volta das 12 horas com a eleição dos novos membros do Conselho Municipal de Cultura, através da escolha a ser feita pelo colegiado, representado pelos delegados inscritos pelas entidades culturais.
Estão sendo chamados atores culturais que atuam em Música (Popular e Erudita), Artes Cênicas (Teatro, Dança e Circo), Artes Visuais (Gráficas, Fotografias, Pintura, Escultura, Designer), Artes audiovisuais (Cinema, TV, Rádio, Vídeos), Literatura (Edições, Bibliotecas, Associações Artísticas e Literárias), além de outras associações de classes.
Também estão sendo convidados setores ligados Patrimônio Cultural (Museus, Arquitetura, Arqueologia), Cultura Popular (Carnaval, Grupos Étnicos, Artesanato, Folclore), Espaços Alternativos da Cultura (Animação Cultural, Educação, Saúde, Meio Ambiente, entre outros) e Entidades de Pesquisas Culturais (universidades e centros de ensino superior voltados para o campo de pesquisa).
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Venha bordar, contar e ouvir histórias!
Oficina: Bordado Vagonite
Quem conta um conto, aumenta um ponto
Cresci
ouvindo histórias tiradas de livros e outras inventadas pelos meus pais
e meus irmãos mais velhos, que me incentivaram a ler desde pequena.
Depois de sabidas, passei, também, a contá-las.
Da mesma forma,
costurar, coser, tricotar, fazer tapetes de corda, de ponto arraiolo,
de esmirna e bordar inúmeros pontos em diferentes tecidos como cânhamo,
etamine e vagonite fazem parte, há muito tempo, da minha vida, de maneira prazerosa e
terapêutica.
Venha bordar, contar e ouvir histórias!
. Dia: 15 de setembro de 2012 (sábado)
. Horário: das 15:00 às 18:00 horas
.
Local: Gloria, próximo à estação do metrô Gloria
. Investimento: R$50,00 (com material: uma toalhinha, uma agulha e uma meada de linha)
. Inscrição: com Deka Teubl por
telefone: (21) 3237-7237 ou e-mail: dekateubl@yahoo.com.br
FERNANDO CEYLÃO, MOACIR CHAVES E THIERRY TREMOUROUX no CRA em OUTUBRO
FERNANDO
CEYLÃO, MOACIR CHAVES E THIERRY TREMOUROUX no CRA em
OUTUBRO
CENTRO
DE RECICLAGEM DE ATORES – no Teatro da Pequena Cruzada – Lagoa - RJ
O Centro de Reciclagem de Atores,
projeto voltado para a reciclagem e o treinamento continuado de atores
profissionais, está oferecendo, de OUTUBRO A DEZEMBRO o seguinte workshop:
RECICLAGEM DE ATORES - treinamento para atores profissionais todas as
SEGUNDAS das 19h às 22h, na Lagoa.
O treinamento é estruturado em
módulos bimestrais, com 3 diretores/professores diferentes por módulo e oferece
clipping semanal com informações, oportunidades, contatos, dicas sobre o mercado
de trabalho e desconto para peças.
PROGRAMAÇÃO DA RECICLAGEM DE OUTUBRO A DEZEMBRO:
De 08 A 22 DE OUTUBRO: aulas com MOACIR CHAVES
De 29 DE OUTUBRO a 12 de NOVEMBRO: aulas com THIERRY TREMOUROUX
De 19 DE NOVEMBRO a 03 de DEZEMBRO: aulas com FERNANDO CEYLÃO
O
preenchimento das vagas será realizado via seleção de currículo. Para participar os atores
devem possuir registro profissional.
O valor total da Reciclagem será de 650 reais à vista ou
duas parcelas de 350 reais.
Interessados
em participar devem enviar currículo para reciclagemdeatores@gmail.com
Mais informações: 9666-9954 ou reciclagemdeatores@gmail.com
Desconto de 10% para
alunos que indicarem amigos que sejam selecionados.
SOBRE OS MINISTRANTES DESSE BIMESTRE NO CENTRO DE RECICLAGEM DE
ATORES:
MOACIR CHAVES
MOACIR CHAVES é diretor de teatro e ator. Formado em
Teoria do Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(Uni-Rio), instituição em que concluiu seu mestrado e onde é professor do
Departamento de Direção Teatral. Começou sua carreira profissional no Grupo
Tapa. Como diretor e autor tem vários espetáculos reconhecidos pelo público e
pela crítica, dentre eles: Esperando Godot, de Samuel Beckett, com Denise Fraga
e Rogério Cardoso; Fausto, de Goethe, com Gabriel Braga Nunes e Fernando Eiras;
Sermão da Quarta-Feira de Cinza, do Padre Antônio Vieira, com Pedro Paulo Rangel
(Prêmios Shell, Molière e Mambembe de Melhor Ator). Em 1999, seu trabalho
autoral Bugiaria lhe rendeu os Prêmios Governador do Estado Melhor Direção e
Melhor Espetáculo. Participou em 2002 do Fórum para Jovens Profissionais de
Teatro, dentro da programação do Festival Theatertreffen, em Berlim. Suas
montagens mais recentes foram: Macbeth, O Jardim das Cerejeiras, A Invenção de
Morel, The Cachorro Manco Show, Por Um Fio, Uma História de Pouco Amor, Ecos da
Inquisição. Atualmente revitalizou
e ocupa o Teatro Serrador com seu grupo Alfandega 88.
THIERRY
TREMOUROUX
Ator e diretor belga radicado no
Brasil, formado em psicologia, trabalhou durante 15 anos na França ao lado de
artistas como Jean-Claude Carrière e Yoshi Oïda, ambos colaboradores de Peter
Brook, de Zygmunt Molik, co-fundador do Teatro Laboratório de Grotowski e de
Stefano Scribani do Piccolo Teatro del Milano. No Brasil desde 1994, co-fundou o
grupo l’acte – Atos da Criação Teatral – realizando grandes parcerias com
artistas do teatro contemporâneo da Europa. Autores como Novarina, Gombrowicz,
Valletti, Lagarce e Reinshagen, foram assim introduzidos no país. Com o grupo
l’acte dirigiu durante dois anos, o Teatro Aliança Francesa de Botafogo/RJ,
realizando neste espaço diversas criações artísticas. Foi membro do Laboratório
do Ator/Funarte, ministrando ateliês de formação para atores e de
dramaturgia no Brasil. Associou-se, como ator convidado, à produtores e
diretores de teatro, cinema e televisão como Monique Gardenberg (Os Sete
Afluentes do Rio Ota; Tim Jazz; Ó pai, ó), Bia Lessa (Medéia, As Três Irmãs,
Casa de Bonecas), Miguel Farias (O Shangô de Baker Street, Vinícius) Zelito
Viana (Villa Lobos) e Ricardo Waddington (Rede Globo). Em 2007, foi curador dos
encontros “Passage à l´acte” trazendo artistas internacionais como Hassane
Kuyaté, François Berreur etc. Entre as direções realizadas seus principais
trabalhos são: “Depois da Chuva”, de Sergi Belbel; “Aqui Jaz Marylin Monroe”,
“92-58-89”, de Gerlind Reinshagen; “Santo Elvis” e “Monsieur Armand, Vulgo
Garrincha”, de Serge Valletti; “Ivone, Princesa da Borgonha” de Witold
Gombrowicz, e “Diante da Palavra”, de Valère Novarina. Dirigiu criações
coletivas para a Casa das Artes de Laranjeiras como “Don Juan”, profissão ator,
“E viveram felizes para sempre?” e “E Até que a morte nos separe”. Em 2008 foi
diretor da Cia Aplauso. Em 2009 montou “Don Juan – DJ”, “A Inquietude” de Valère
Novarina e o encontro musical “Ponts” em Lons Le Saunier/FR, dentro da
programação France-Brésil. Paralelamente, participou como ator da turnê mundial
de “A Gaivota” com direção de Enrique Diaz e da turnê nacional de “Apropriação”
a partir da obra de Harold Pinter com direção de Bel Garcia. Atualmente, além de
circular com "A Inquietude" de Valère Novarina com Ana Kfouri, Thierry está em
turnê internacional com a peça "Otro" do Coletivo Improviso, direção de Enrique
Diaz e Cristina Moura.
FERNANDO CEYLÃO
Ceylão foi descoberto aos 19 anos
pelo diretor Guel Arraes. Tornou-se redator do “Brasil Legal” (da Regina Casé),
do “Vida ao Vivo Show” (do Luiz Fernando Guimarães e Pedro Cardoso), do Sai de
Baixo, da equipe de criação do Muvuca (também da Regina Casé), e do quadro do
Fantástico Novo Talento de Humor, todos na Rede Globo. Também foi redator do
programa “Batendo Ponto”, na Rede Globo, onde era um dos protagonistas ao mesmo
tempo, ao lado de Ingrid Guimarães. Escreveu e dirigiu o programa “Você está
aqui” pro canal Brasil, que apresentava um curta-metragem por semana e contou
com atores como Caco Ciocler, Viviane Pasmanter, Louise Cardoso, Babu Santana,
Peréio, Giane Albertoni, Marcelo Madureira, entre outros. Também escreveu,
dirigiu e atuou no seriado “Amorais”, outra vez para o Canal Brasil, contando
com participações especiais de Lucio Mauro Filho e Jorge Fernando, fazendo eles
mesmos. Como ator, fez vários programas na Rede Globo, participações em novela,
além de protagonizar vários quadros no Zorra Total. Atualmente está no quadro
“Sentado e Em Pé”, no Zorra Total, onde também escreve, além de fazer parte da
equipe de criação do Fantástico.Dirigiu seu primeiro longa metragem, EU MEREÇO,
ainda não lançado. Atuou no novo longa metragem de Claudio Torres (“Mulher
invisível”), onde faz dupla com o ator Wagner Moura. Em 1998, foi o primeiro brasileiro a
fazer stand up comedy nos moldes em que ela é feita hoje. De lá pra cá fez cinco
shows, tendo sido dirigido por Alexandre Régis (co-diretor de todos os show do
Jô) e pelo Chico Anysio. Atualmente está em cartaz no rio com o show “Comédia no
Título”. Ceylão foi o primeiro brasileiro a participar de um festival de
comédias stand up nos Estados Unidos, o Festival do American Comedy Institute,
em Nova Iorque. Depois voltou duas vezes para se apresentar em inglês em clubes
locais. Criou o projeto “Comédia em
Pé”, que segue em temporada com outro elenco. Em Março de 2010 lançou o livro
“Cabeça de Gordo”, que reúne textos de todos os seus shows. Em teatro escreveu e
dirigiu inúmeras peças; “Namoradinha do Brasil”, com Susana Vieira; “Você Está
Aqui”, com Paulo Cesár Peréio, Luisa Micheletti e Giane Albertoni; “Mãos ao alto
SP”, com Marcos Mion, Ary França, Regiane Alves e Rosi Campos, entre várias
outras. Escreveu dois esquetes para o espetáculo Cócegas, das atrizes Heloísa
Perissé e Ingrid Guimarães. Também criou o projeto Mesa 7, uma peça-seriado.
Nela, inspirado nos seriados de TV, Ceylão escrevia, dirigia e atuava em uma
peça nova por semana.
SOBRE O CENTRO DE RECICLAGEM DE
ATORES:
O Centro de Reciclagem de Atores começou a funcionar em
maio de 2010 com a missão de treinar, reciclar e manter aquecidos atores
profissionais que estão exercendo seu ofício em diversas frentes, como cinema,
TV e teatro.
Em 2 anos de funcionamento o CRA
reuniu no Teatro Maia Clara Machado cerca de 300 atores profissionais, que
tiveram encontros/aulas com cerca de 30 professores diferentes, gerando trocas
artísticas e movimentando a classe.
Entre os ministrantes do Centro de Reciclagem, sempre grandes
profissionais como Domingos de Oliveira, Amir Haddad, Daniel Herz, Christiane
Jatahy, Marcio Libar, Hamilton Vaz Pereira, Jefferson Miranda, Ivan Sugahara,
entre outros.
Neste terceiro ano de funcionamento
o CRA cresceu e passou a acontecer no Teatro da Pequena Cruzada, na Avenida
Epitássio Pessoa 4866, Lagoa.
Coordenando o CRA, a diretora geral do Coletivo Clube da
Cena, Cristina Fagundes.
domingo, 9 de setembro de 2012
XI Encontro Nacional da Rede Brasileira de Teatro de Rua - João Pessoa - PB
XI Encontro Nacional da Rede Brasileira de Teatro de Rua - João Pessoa - PB
**
RBTR: mais um encontro?****
“Em que o senhor está trabalhando?” perguntaram ao Senhor K. O senhor K.
respondeu: “Eu tenho muito trabalho. Eu preparo meu próximo erro.”
Histórias do Senhor Keuner. Bertolt Brecht
A Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), nascida em março de 2007 na
cidade de Salvador-BA, retorna ao Nordeste para mais um encontro de seus
articuladores que pode vir a ser histórico. Já se vão pouco mais de cinco
anos de muita luta com muitos frutos, derrotas e vitórias. A RBTR, no
âmbito teatral, continua a ser o único movimento organizado nacionalmente.
Isso não é pouco, sobretudo se pensarmos nas dimensões continentais de
nosso país e nos altos custos de deslocamento dos articuladores para
participarem dos encontros, na maior parte, com recursos próprios. ****
Acredito demais na força política desse coletivo – muito embora, acho que
ainda seja pouco utilizado em toda a sua potência. Se pensarmos nas
diversas ações realizadas em todo o Brasil por grupos e movimentos que são
ligados a RBTR, como mostras, congressos, encontros, entre outros, não é
pouco o que se tem feito e essas ações dialogam diretamente com as classes
subalternas, para utilizar uma expressão gramsciana. Ora, as ações são atos
que apontam para uma potência extraordinária: a possibilidade de auxiliar
na transformação de toda a sociedade; tarefa que não cabe a um movimento,
mas a todos os interessados, sobretudo aqueles diretamente atingidos pelas
mazelas sociais.****
Desde Platão, em sua obra A República, aprendemos que nós, os artistas
populares, não cabemos na sociedade, pois somos a peste, como afirmara
Antonin Artaud. Assim, se o teatro, dito popular, jamais foi aceito pelos
mandatários ou dito em outros termos, pela classe dominante – o que nos
atinge diretamente –, está claro o nosso lado: os desterritorializados, os
“sem história”, os subalternos, os trabalhadores. Dessa forma, um encontro
de um coletivo com essa potência deveria restringir a discussão apenas às
políticas públicas (ainda que não seja pouca coisa)? Ou devemos também
debater os rumos da sociedade brasileira? O nosso encontro é sempre
político, não apenas porque vivemos em sociedade e estamos em relação, mas
porque fazemos parte desse mundo e estamos inseridos em um sistema perverso
que mesmo falido, pode levar o ser humano bancarrota.****
Com o que trabalhamos? Com o simbólico. Portanto, com a possibilidade de
crítica e de transformação do mundo. Somos, ou deveríamos sê-lo, a
contra-hegemonia. Hegemonia é mais um termo gramsciano, utilizado para a
discussão no campo da cultura; hoje a hegemonia está posta por uma minoria,
a classe de privilegiados que domina, impondo sua liderança moral e
intelectual. Os artistas de rua têm a possibilidade de ser
contra-hegemônico (e muitos são), porque pode apresentar um projeto
orgânico, a partir dos de baixo. Somos orgânicos, porque somos povo. A
cultura é um campo de disputa, na qual se pode construir – como afirmou
Eduardo Granja Coutinho em Comunicação e contra-hegemonia (2008: 9) –
“[...] uma visão de mundo capaz de resistir e se contrapor às ideias
dominantes”. Essa resistência político-cultural é o que Gramsci chamou de
contra-hegemonia.****
A dialética nos ensina que as análises devem partir do todo para as partes
e depois percorrer o caminho em ordem inversa. Logo, se quisermos ser
contra-hegemônicos é preciso saber o que ocorre no mundo, isto é, como as
“ditas grandes decisões políticas” chegam ao Brasil e como isso se reflete
em cada canto do país. A partir disso é possível traçar ações em nossas
localidades, ações do movimento como um todo e ações conjuntas com outros
parceiros.****
O capitalismo é voraz e se transforma rapidamente. Milton Santos, antes de
falecer já havia cantado a bola sobre as grandes migrações sociais e sobre
os fluxos técnico-informacionais, demonstrando a perversidade da
globalização, mas também das possibilidades. As perversidades são mais
obvias e já iremos discorrer sobre algumas. Quanto às possibilidades de
mudança: as culturas estão cada vez mais misturadas o que leva a uma crise
da hegemonia da racionalidade ocidental; novas tecnologias têm sido
apropriadas por camadas subalternas, possibilitando certa revanche
cultural. Esses são apenas dois aspectos das mudanças.****
No campo das perversidades, apesar do neoliberalismo insistir, tem
demonstrado a sua incapacidade de sustentação do capitalismo. No entanto,
as classes dominantes, aliado aos governantes das nações ditas
desenvolvidas e as em desenvolvimento, tem feito de tudo para sustentarem o
insustentável. O ataque inicial foi sobre as garantias dos trabalhadores (e
continua a ser, diga-se de passagem), bem como com a privatização e a
transferência de responsabilidades do Estado para a iniciativa privada –
daí a proliferação de organizações não-governamentais (ONGs, Oscips etc.);
depois, veio a radicalização com a financeirização econômica, levando a
sucessivas crises, até a crise estrutural que vem se arrastando desde 2008,
levando a quebradeira de vários Estados Nacionais, como Grécia, Espanha,
entre outros. Tudo isso vem sendo pago por quem sempre pagou a conta: os
trabalhadores. O Estado brasileiro também vem seguindo a receita ditada
pelo grande capital: está endividando a todos e desonerando as empresas,
que vem recebendo cada vez mais diversas benesses por meio da isenção de
impostos. Tudo em nome da competitividade da indústria brasileira. Além do
endividamento (que uma hora será cobrado), os trabalhadores vêm sofrendo
outros ataques, como, por exemplo, a desoneração das empresas deixará um
vácuo de R$ 7 bilhões na Seguridade Social. O Fundo do Regime Geral da
Previdência Social (que pode fazer uma distribuição de renda aos
trabalhadores) sofreu com o ataque das renúncias fiscais entre 2005 e 2011
um rombo R$ 114,25 bilhões (Cf. Le Monde Diplomatique Brasil, n. 62,
setembro de 2012).****
Se o campo técnico-informacional pode representar avanços para todos, já
que o conhecimento pode ser partilhado com maior rapidez e facilidade, as
ferramentas e as pessoas interessadas nisso vem sendo perseguidas com leis
reacionárias em países como os Estados Unidos da América, por exemplo. Por
aqui, parece que continuamos seguindo a ótica do “se é bom para os EUA, é
bom para o Brasil”, pois projetos de leis vêm tramitando no Congresso
Brasileiro para enquadrar a internet (Cf. Caros Amigos, n 184, julho de
2012). Afinal conhecimento no sistema capitalista é mercadoria. Quem quiser
ter acesso que pague. E é por essa via que o capitalismo vem se
reinventando, no campo do conhecimento, da cultura e das mazelas sociais.***
*
O capitalismo está se reinventando no campo do conhecimento porque vivemos
sob uma crise de superprodução e para vender um produto é preciso fazê-lo
sempre, já os saberes, não. Uma ideia depois de criada, pode ser vendida
indefinidamente. É nessa ótica que a economia criativa entra, sob o manto
de que qualquer um pode ser um empreendedor e ganhar dinheiro com suas
ideias. É essa a principal pauta do Ministério da Cultura, que já tem
modelo na sociedade, como “movimentos que pensam dentro do eixo”. No campo
das mazelas e na transmissão de responsabilidades ou na dita filantropia
capitalista, as somas “investidas” (melhor seria dizer ganhas) em grandes
ONGs internacionais são astronômicas. Michael Edwards, diretor de
governança da Fundação Ford, em artigo escrito por ele na Revista Fórum de
agosto de 2008, afirma que só nos EUA a soma para os próximos 40 anos giram
em torno de US$ 55 trilhões. Tudo isso para atacar os sintomas e não as
causas. Por fim, o dito acesso às universidades tem criado uma dívida para
os estudantes, muita das vezes, impagáveis em muitos países (Cf. Le
Mondesupracitado).
****
Dessa forma, conhecimento, cultura e as mazelas sociais, geradas pelo
próprio capitalismo, têm servido de fonte de lucro para os privilegiados de
sempre. E, por outro lado, o suposto acesso a formação e às migalhas
recebidas de instituições duvidosas, pacifica a todos, deixando a população
incapaz de responder a altura, posto ser freada na sua fúria. A arte é uma
forma de conhecimento e seus fazedores não podem se furtar a discutir todos
esses problemas, que são de todos. Quem está preocupado com os “rumos”
políticos precisa aprofundar a discussão sobre esses e tantos outros
problemas que estão postos para aqueles que visam criar uma arte
contra-hegemônica, uma arte que desvele o que parece natural. Para fazê-lo
é preciso não temer a discussão e nem o erro.****
“Uma andorinha só não faz verão, mas pode acordar o bando todo”, disse o
poeta Binho, por isso, é preciso disputar a subjetividade do nosso público,
tão massacrado com a perversidade da indústria cultural. Nossa arte não
pode repetir o que já está posto pelos veículos hegemônicos. Para isso é
preciso destrinchar todos esses problemas. Já para potencializar essas
ações, devemos escolher os parceiros, que no meu entender, são todos
aqueles que lutam por um mundo mais justo. Por fim, é tarefa de um encontro
como esse da RBTR, se não resolver, ao menos não fugir a esses desafios.****
Adailtom Alves Teixeira****
**
RBTR: mais um encontro?****
“Em que o senhor está trabalhando?” perguntaram ao Senhor K. O senhor K.
respondeu: “Eu tenho muito trabalho. Eu preparo meu próximo erro.”
Histórias do Senhor Keuner. Bertolt Brecht
A Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), nascida em março de 2007 na
cidade de Salvador-BA, retorna ao Nordeste para mais um encontro de seus
articuladores que pode vir a ser histórico. Já se vão pouco mais de cinco
anos de muita luta com muitos frutos, derrotas e vitórias. A RBTR, no
âmbito teatral, continua a ser o único movimento organizado nacionalmente.
Isso não é pouco, sobretudo se pensarmos nas dimensões continentais de
nosso país e nos altos custos de deslocamento dos articuladores para
participarem dos encontros, na maior parte, com recursos próprios. ****
Acredito demais na força política desse coletivo – muito embora, acho que
ainda seja pouco utilizado em toda a sua potência. Se pensarmos nas
diversas ações realizadas em todo o Brasil por grupos e movimentos que são
ligados a RBTR, como mostras, congressos, encontros, entre outros, não é
pouco o que se tem feito e essas ações dialogam diretamente com as classes
subalternas, para utilizar uma expressão gramsciana. Ora, as ações são atos
que apontam para uma potência extraordinária: a possibilidade de auxiliar
na transformação de toda a sociedade; tarefa que não cabe a um movimento,
mas a todos os interessados, sobretudo aqueles diretamente atingidos pelas
mazelas sociais.****
Desde Platão, em sua obra A República, aprendemos que nós, os artistas
populares, não cabemos na sociedade, pois somos a peste, como afirmara
Antonin Artaud. Assim, se o teatro, dito popular, jamais foi aceito pelos
mandatários ou dito em outros termos, pela classe dominante – o que nos
atinge diretamente –, está claro o nosso lado: os desterritorializados, os
“sem história”, os subalternos, os trabalhadores. Dessa forma, um encontro
de um coletivo com essa potência deveria restringir a discussão apenas às
políticas públicas (ainda que não seja pouca coisa)? Ou devemos também
debater os rumos da sociedade brasileira? O nosso encontro é sempre
político, não apenas porque vivemos em sociedade e estamos em relação, mas
porque fazemos parte desse mundo e estamos inseridos em um sistema perverso
que mesmo falido, pode levar o ser humano bancarrota.****
Com o que trabalhamos? Com o simbólico. Portanto, com a possibilidade de
crítica e de transformação do mundo. Somos, ou deveríamos sê-lo, a
contra-hegemonia. Hegemonia é mais um termo gramsciano, utilizado para a
discussão no campo da cultura; hoje a hegemonia está posta por uma minoria,
a classe de privilegiados que domina, impondo sua liderança moral e
intelectual. Os artistas de rua têm a possibilidade de ser
contra-hegemônico (e muitos são), porque pode apresentar um projeto
orgânico, a partir dos de baixo. Somos orgânicos, porque somos povo. A
cultura é um campo de disputa, na qual se pode construir – como afirmou
Eduardo Granja Coutinho em Comunicação e contra-hegemonia (2008: 9) –
“[...] uma visão de mundo capaz de resistir e se contrapor às ideias
dominantes”. Essa resistência político-cultural é o que Gramsci chamou de
contra-hegemonia.****
A dialética nos ensina que as análises devem partir do todo para as partes
e depois percorrer o caminho em ordem inversa. Logo, se quisermos ser
contra-hegemônicos é preciso saber o que ocorre no mundo, isto é, como as
“ditas grandes decisões políticas” chegam ao Brasil e como isso se reflete
em cada canto do país. A partir disso é possível traçar ações em nossas
localidades, ações do movimento como um todo e ações conjuntas com outros
parceiros.****
O capitalismo é voraz e se transforma rapidamente. Milton Santos, antes de
falecer já havia cantado a bola sobre as grandes migrações sociais e sobre
os fluxos técnico-informacionais, demonstrando a perversidade da
globalização, mas também das possibilidades. As perversidades são mais
obvias e já iremos discorrer sobre algumas. Quanto às possibilidades de
mudança: as culturas estão cada vez mais misturadas o que leva a uma crise
da hegemonia da racionalidade ocidental; novas tecnologias têm sido
apropriadas por camadas subalternas, possibilitando certa revanche
cultural. Esses são apenas dois aspectos das mudanças.****
No campo das perversidades, apesar do neoliberalismo insistir, tem
demonstrado a sua incapacidade de sustentação do capitalismo. No entanto,
as classes dominantes, aliado aos governantes das nações ditas
desenvolvidas e as em desenvolvimento, tem feito de tudo para sustentarem o
insustentável. O ataque inicial foi sobre as garantias dos trabalhadores (e
continua a ser, diga-se de passagem), bem como com a privatização e a
transferência de responsabilidades do Estado para a iniciativa privada –
daí a proliferação de organizações não-governamentais (ONGs, Oscips etc.);
depois, veio a radicalização com a financeirização econômica, levando a
sucessivas crises, até a crise estrutural que vem se arrastando desde 2008,
levando a quebradeira de vários Estados Nacionais, como Grécia, Espanha,
entre outros. Tudo isso vem sendo pago por quem sempre pagou a conta: os
trabalhadores. O Estado brasileiro também vem seguindo a receita ditada
pelo grande capital: está endividando a todos e desonerando as empresas,
que vem recebendo cada vez mais diversas benesses por meio da isenção de
impostos. Tudo em nome da competitividade da indústria brasileira. Além do
endividamento (que uma hora será cobrado), os trabalhadores vêm sofrendo
outros ataques, como, por exemplo, a desoneração das empresas deixará um
vácuo de R$ 7 bilhões na Seguridade Social. O Fundo do Regime Geral da
Previdência Social (que pode fazer uma distribuição de renda aos
trabalhadores) sofreu com o ataque das renúncias fiscais entre 2005 e 2011
um rombo R$ 114,25 bilhões (Cf. Le Monde Diplomatique Brasil, n. 62,
setembro de 2012).****
Se o campo técnico-informacional pode representar avanços para todos, já
que o conhecimento pode ser partilhado com maior rapidez e facilidade, as
ferramentas e as pessoas interessadas nisso vem sendo perseguidas com leis
reacionárias em países como os Estados Unidos da América, por exemplo. Por
aqui, parece que continuamos seguindo a ótica do “se é bom para os EUA, é
bom para o Brasil”, pois projetos de leis vêm tramitando no Congresso
Brasileiro para enquadrar a internet (Cf. Caros Amigos, n 184, julho de
2012). Afinal conhecimento no sistema capitalista é mercadoria. Quem quiser
ter acesso que pague. E é por essa via que o capitalismo vem se
reinventando, no campo do conhecimento, da cultura e das mazelas sociais.***
*
O capitalismo está se reinventando no campo do conhecimento porque vivemos
sob uma crise de superprodução e para vender um produto é preciso fazê-lo
sempre, já os saberes, não. Uma ideia depois de criada, pode ser vendida
indefinidamente. É nessa ótica que a economia criativa entra, sob o manto
de que qualquer um pode ser um empreendedor e ganhar dinheiro com suas
ideias. É essa a principal pauta do Ministério da Cultura, que já tem
modelo na sociedade, como “movimentos que pensam dentro do eixo”. No campo
das mazelas e na transmissão de responsabilidades ou na dita filantropia
capitalista, as somas “investidas” (melhor seria dizer ganhas) em grandes
ONGs internacionais são astronômicas. Michael Edwards, diretor de
governança da Fundação Ford, em artigo escrito por ele na Revista Fórum de
agosto de 2008, afirma que só nos EUA a soma para os próximos 40 anos giram
em torno de US$ 55 trilhões. Tudo isso para atacar os sintomas e não as
causas. Por fim, o dito acesso às universidades tem criado uma dívida para
os estudantes, muita das vezes, impagáveis em muitos países (Cf. Le
Mondesupracitado).
****
Dessa forma, conhecimento, cultura e as mazelas sociais, geradas pelo
próprio capitalismo, têm servido de fonte de lucro para os privilegiados de
sempre. E, por outro lado, o suposto acesso a formação e às migalhas
recebidas de instituições duvidosas, pacifica a todos, deixando a população
incapaz de responder a altura, posto ser freada na sua fúria. A arte é uma
forma de conhecimento e seus fazedores não podem se furtar a discutir todos
esses problemas, que são de todos. Quem está preocupado com os “rumos”
políticos precisa aprofundar a discussão sobre esses e tantos outros
problemas que estão postos para aqueles que visam criar uma arte
contra-hegemônica, uma arte que desvele o que parece natural. Para fazê-lo
é preciso não temer a discussão e nem o erro.****
“Uma andorinha só não faz verão, mas pode acordar o bando todo”, disse o
poeta Binho, por isso, é preciso disputar a subjetividade do nosso público,
tão massacrado com a perversidade da indústria cultural. Nossa arte não
pode repetir o que já está posto pelos veículos hegemônicos. Para isso é
preciso destrinchar todos esses problemas. Já para potencializar essas
ações, devemos escolher os parceiros, que no meu entender, são todos
aqueles que lutam por um mundo mais justo. Por fim, é tarefa de um encontro
como esse da RBTR, se não resolver, ao menos não fugir a esses desafios.****
Adailtom Alves Teixeira****
*Circunflexo*
*Circunflexo*
Oficinas circenses,
com técnicas de acrobacias de solo, acrobacias aéreas, palhaço, malabares, etc.
Com o
Grupo Acroloucos
De 13 de setembro a 8 de dezembro
Quintas, 14h e sábados, 9h
Grátis
Para adultos e crianças a partir de 8 anos
SESC Campos
Avenida Alberto Torres, 397 – Centro
Informações (22) 27256683 / 27251210
www.sescrio.org.br
"O Homem Travesseiro"
Convidamos para a estreia
de
"O
Homem Travesseiro"
direção de Bruce
Gomlevsky
com Tonico Pereira, Ricardo
Blat, Miguel Thiré, Ricardo Ventura e Glauce
Guima
Bruce
Gomlevsky produz, dirige e atua na peça do premiado dramaturgo
inglês Martin Mc
Donagh. O
texto já recebeu montagens em países como Inglaterra, Portugal,
Argentina, China e Estados Unidos e foi premiado em 2004 com o
Prêmio Laurence Olivier Award de melhor peça teatral.
A montagem americana estreou na Broadway em 2005 e recebeu o
prêmio Tony e os
prêmios New York Drama Critics Circle
Award e Drama Desk Award, ambos de melhor texto do
ano.
. estreia dia 14 de setembro
(sexta), às 21h
Teatro da Casa de Cultura Laura Alvim
- Av.
Vieira Souto, 176, Ipanema / RJ
Texto: Martin Mc Donagh / Direção:
Bruce Gomlevsky / Tradução: Ricardo Ventura /
Elenco: Tonico Pereira , Bruce Gomlevsky ,
Ricardo
Blat, Miguel
Thiré, Ricardo
Ventura, Glauce
Guima / Cenário: Marcos Flaksman / Luz: Luiz Paulo Nenen /
Figurino: Rita Murtinho /
Trilha Sonora
Original: Borut Krzisnik / Design Gráfico: Redondo Design / Direção de Produção: Carlos Grun / Produção: BG Artentretenimento /
Realização: Cia Teatro Esplendor
/ Assessoria de
Imprensa: João Pontes e Stella
Stephany
CONFIRME SUA PRESENÇA (E
DE SEU ACOMPANHANTE) COM UM EMAIL PARA jspontes@globo.com, E AGUARDE NOSSO RETORNO.
SUJEITO À LOTAÇÃO DO TEATRO. GRATOS.
Oficina: Bordado Vagonite
Oficina: Bordado Vagonite
Quem conta um conto, aumenta um ponto
Cresci
ouvindo histórias tiradas de livros e outras inventadas pelos meus pais
e meus irmãos mais velhos, que me incentivaram a ler desde pequena.
Depois de sabidas, passei, também, a contá-las.
Da mesma forma,
costurar, coser, tricotar, fazer tapetes de corda, de ponto arraiolo,
de esmirna e bordar inúmeros pontos em diferentes tecidos como cânhamo,
etamine e vagonite fazem parte, há muito tempo, da minha vida, de maneira prazerosa e
terapêutica.
. Dia: 15 de setembro de 2012 (sábado)
. Horário: das 15:00 às 18:00 horas
.
Local: Gloria, próximo à estação do metrô Gloria
. Investimento: R$50,00 (com material: uma toalhinha, uma agulha e uma meada de linha)
. Inscrição: com Deka Teubl por
telefone: (21) 3237-7237 ou e-mail: dekateubl@yahoo.com.br
Um abraço
Deka Teubl
Profa. (Letras), contadora de histórias e artesã
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
FAZ DE CONTA NO SESC CAMPOS
o FAZ DE CONTA ESTÁ NO SESC CAMPOS
Nos dias 12 e 19 ás 15 horas com entrada franca
com o espetaculos Lava no rio de história e Contos do povo daqui
contamos com sua presença.
Nos dias 12 e 19 ás 15 horas com entrada franca
com o espetaculos Lava no rio de história e Contos do povo daqui
contamos com sua presença.
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